Pátria livre com eleições e sem guerra


O Brasil está a caminho das Eleições 2018, ápice da democracia. Ainda que esse modelo contenha imperfeições, nada mais aperfeiçoado foi criado até hoje no mundo na busca de uma sociedade mais justa. Todavia, é preciso ter presente que sempre há movimentos sub-reptícios para conspurcar essa manifestação de milhares de pessoas, os eleitores. Esse é o perigo ao qual a Maçonaria, no âmbito da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB), chama a atenção dos seus membros, bem como a de todos os eleitores do País.

Em outubro próximo os brasileiros irão às urnas para escolher o presidente e o vice-presidente da República. A eleição de um implica a escolha de outro. Além disso, com o mesmo ou até maior grau de importância, será eleito o Congresso Nacional, formado por senadores e por deputados. Os senadores, como sabido, representam as unidades federadas, a República, dando personalidade político-jurídica à União, enquanto os deputados federais representam a população, dando personalidade político-administrativa ao governo da Nação.

Tão importante quanto as eleições federais, os eleitores terão a oportunidade também de escolher os governadores e os vice-governadores (igualmente, a escolha de um representa a eleição de outro), bem como os deputados para compor as Assembleias Legislativas estaduais e distrital. É natural que nessa ocasião sejam exaltados interesses ideológicos e econômicos, o que dentro dos princípios de cidadania sadia deve ser entendido e acatado.

Entre a teoria e a prática, porém, há abismos, sobressaindo-se expedientes desonestos e pouco sinceros. Um deles, por exemplo, é o que usa mecanismos para desviar a atenção dos eleitores. O futebol, esporte nacional, sempre aparece como um vilão ou, então, um ou outro programa televisivo da moda, incluindo jornalísticos, podem ser usados como fonte de manipulação da consciência nacional. Igualmente a criação de factoides acaba por desviar a atenção do eleitor, que, no fim, vota em qualquer candidato, sem examinar a sua sinceridade. É disso que devemos nos ocupar para combater quaisquer desvios nesse sentido.

Essa prática, contudo, vem de longe na passagem dos séculos. “Panem et circenses” é o exemplo mais fluente de que basta dar pão e circo ao povo para mantê-lo entretido e cordato. Por esse princípio, segundo a corrente mais aceita em torno dessa expressão latina, as massas, com a barriga cheia e com algum divertimento, não questionam os governantes. É com esse subterfúgio que se alimentam, muitas vezes, os espertalhões para manipular a boa-fé dos eleitores menos esclarecidos.

Nessa linha é que cresce a exigência de o maçom atuar para clarear essas pessoas, diferenciando os candidatos que, de fato, têm apenas o objetivo de servir-se dos cargos públicos em vez de, sinceramente, se por ao serviço da população e da Nação. É difícil definir a diferença entre um e outro, visto que os maus políticos se apresentam como inocentes cordeiros, aproveitando-se, justamente, de factoides ou de situações episódicas da moda para manter-se distante dos verdadeiros fatos.

Para a CMSB esse ideal é quase um dever sagrado, porque a defesa da Pátria é um dos primeiros valores apresentados a um maçom quando de seu ingresso na Sublime Instituição Universal. E, justamente, afastar os espertos, elegendo no seu lugar estadistas, é uma das formas de defender e de amar a Pátria. Afinal, não há necessidade de fazer guerras para defender a Pátria. Antes, o exercício da virtude dos bons valores constitui-se na mais poderosa arma contra os caminhos do erro e da desonra.

Para chegar a esse desiderato impõem-se o comprometimento e o exercício da responsabilidade do maçom, em razão do preparo adquirido, na lapidação de um eleitor consciente e livre dos maus vícios dos espertalhões. O eleitor precisa, pois, ser livre e consciente para que, verdadeiramente, tenhamos uma Pátria, também, livre e justa para todos.