Sobre

Atuação e Funcionamento da CMSB

A Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) é formada pelas 27 Grandes Lojas Maçônicas regulares do Brasil, que reúnem aproximadamente três mil lojas e 120.000 membros ativos. Uma entidade civil sem fins econômicos, com sede e foro na cidade de Brasília, Distrito Federal, Brasil.

A CMSB constitui-se de dois órgãos deliberativos, um executivo e outro de fiscalização. Os deliberativos são a Assembleia Geral, órgão soberano; e a Conferência de Grão-Mestres. O poder executivo é representado pela Secretaria Geral, responsável pela gestão da entidade, e também formada pelas Secretarias de Finanças e de Relações Exteriores. O órgão fiscalizador é denominado Conselho Fiscal, responsável pela análise e aprovação do movimento contábil da entidade.

A CMSB tem por finalidade:

  1. Incrementar a difusão, pelas confederadas, da doutrina e dos postulados da Maçonaria Universal e do ideal maçônico;
  2. Estudar e coordenar medidas que possam interessar às confederadas, no sentido da ação maçônica conjunta;
  3. Sugerir e estimular instruções maçônicas entre as confederadas;
  4. Ativar as relações das confederadas entre si e destas com outras instituições maçônicas regulares;
  5. Manter cursos nos campos educativo, científico e assistencial, diretamente ou por intermédio das confederadas; conceder bolsas de estudo e promover programas assistenciais voltados para o indivíduo como pessoa humana útil e produtiva;
  6. Manter, em sua sede, biblioteca que contenha departamentos público e maçônico e estimular a criação e o desenvolvimento de organismos similares pelas confederadas.

História e Fundação

A CMSB foi instalada em 27 de julho de 1966, em São Paulo, por ocasião da XIV e última Mesa Redonda das Grandes Lojas.

As primeiras Grandes Lojas do Brasil foram fundadas por Carta Constitutiva expedida pelo Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria para a República Federativa do Brasil a partir do ano de 1927, após o célebre manifesto de Mário Behring.

As nove primeiras a serem fundadas foram:

  • Amazonas – 1904
  • Minas Gerais – 1927
  • Rio De Janeiro – 1927
  • Bahia – 1927
  • Pará – 1927
  • Paraíba – 1927
  • São Paulo – 1927
  • Rio Grande Do Sul – 1928
  • Ceará – 1928

Inicialmente, as Grandes Lojas seguiam as diretrizes emanadas pelo Supremo Conselho, quer litúrgica, ou seja, o Supremo Conselho determinava a ritualística, quer administrativamente, o que não refletia a proposta de Soberania das Potências Estaduais.

Se por um lado o sistema de Grandes Lojas autônomas, que contava com a regularidade internacional, se mostrou ágil nas relações com as Lojas, propiciando um acesso mais fácil do maçom às decisões do Grão-Mestre, por outro, perdia representatividade em nível nacional que, abandonando as grandes causas de abrangência geral, se voltava para questões eminentemente litúrgicas e filosóficas, para os conflitos pela hegemonia administrativa ou para tímidas ações de benemerência.

As Grandes Lojas ressentiam-se da necessidade de um consenso emanado exclusivamente das Potências Simbólicas para garantir e atestar a verdadeira Soberania.

As primeiras tentativas de criação de um pensamento nacional das Grandes Lojas do Brasil ocorreram através de congressos nacionais, realizados sem periodicidade e dependentes das ações de alguns Grão-Mestres, que tomassem a si a atribuição de realizá-los.

Seguiam as Grandes Lojas enfrentando diversos obstáculos como na década de trinta com “O Estado Novo” de Vargas proibindo o funcionamento da Maçonaria; a Segunda Grande Guerra na primeira metade da década de quarenta; além de constante campanha difamatória pela Igreja Católica.

A par de todas as dificuldades se consolidava o pensamento de uma confederação brasileira para a Maçonaria Simbólica e, em 1952, na cidade do Rio de Janeiro, iniciou-se o ciclo das Mesas Redondas, que eram encontros anuais, realizados nos diversos Estados da Federação, com temas previamente organizados e com normas de funcionamento bem definidas, contando nesse período com um total de 18 (dezoito) Grandes Lojas.

Mesas Redondas

Foram realizadas 14 Mesas Redondas no período de 1952 a 1966. Nesse ciclo, as Grandes Lojas aprenderam com o trabalho coletivo a buscar o progresso do todo, respeitando as peculiaridades regionais.

Muitos temas de interesse interno foram definidos, como: “A escolha o dia 20 de agosto como o Dia do Maçom brasileiro”; “As diretrizes para as Relações Exteriores”, consolidando a nossa regularidade internacional; “A Relação com o Supremo Conselho”; “Normas para Constituição de uma Grande Loja”, dentre muitos outros.

Na defesa da cidadania foi empreendida uma luta desde 1960, hoje vitoriosa, pela implantação do Divórcio no Brasil e a mobilização contrária à instituição da Pena de Morte, defendida por alguns no período militar, a partir de 1964.

Foram 14 anos de muito aprendizado, todavia, as Mesas Redondas careciam de uma estrutura física, da ausência de representação nacional, inexistência de personalidade jurídica e um suporte organizacional que lhes desse condições de um melhor funcionamento e execução da função precípua de coordenação das relações entre as Grandes Lojas do país e, em seus nomes, de representação nacional.

Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil

Com a aprovação da tese defendida pela Grande Loja do Ceará na XIII Mesa Redonda, realizada na cidade do Rio de Janeiro, foi fundada em 12 de novembro de 1965 e devidamente instalada em julho de 1966, por ocasião da última Mesa Redonda, na cidade de São Paulo, a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB), entidade civil de direito privado, sem fins lucrativos.

A CMSB reúne-se em diferentes Estados da Federação, por ocasião da realização de sua Assembleia Geral Ordinária Anual, quando são debatidos os mais diferentes temas, quer de interesse interno, quer de interesse da sociedade, sempre objetivando a unidade das Grandes Lojas e o bem-estar da pátria e da humanidade.

Após a instalação da CMSB, foram fundadas outras 9 (nove) Grandes Lojas, totalizando as 27, que cobrem todos os estados brasileiros mais o Distrito Federal.

Desde e sua criação foram realizadas 48 (quarenta e oito) Assembleias Gerais Ordinárias, além de dezenas de Assembleias Gerais Extraordinárias e Conferências de Grão-Mestres, com reais benefícios para integração e unidade da Maçonaria Brasileira.

Integram, também, as Assembleias da Confederação os seminários dos Grandes Secretários de Relações Exteriores, com o objetivo precípuo de manter uniforme o relacionamento internacional, facilitando o reconhecimento interpotencial e zelando pela nossa regularidade.

Secretaria Geral

A Secretaria Geral é o poder executivo da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil, responsável pela gestão da entidade. Também é formada pelas Secretarias de Finanças e de Relações Exteriores.

A Secretaria Geral para o período de gestão 2019-2021 é composta por:

CASSIANO TEIXEIRA DE MORAIS – Ex Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Distrito Federal
Secretário Geral

GERALDO EUSTÁQUIO COELHO DE FREITAS – Ex Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais
Secretário Geral Adjunto

JORGE HENRIQUE VALLE DOS SANTOS Membro da Grande Loja Maçônica do Estado do Espírito Santo
Secretário de Relações Exteriores

ALDINO BRASIL DE SOUZA Ex Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica de Rondônia
Secretário de Finanças

JOSÉ LEOPOLDO MALCHER E SILVA NETO Membro da Grande Loja Maçônica do Distrito Federal
Gerente Administrativo